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Mitos e Verdades: O que realmente estraga o seu carro?

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No dia a dia da oficina, muitas informações são passadas de geração em geração. Algumas são verdadeiras, outras não passam de mitos que podem levar a diagnósticos incorretos e até aumentar os custos de manutenção. Confira alguns dos principais exemplos.

    Mito: É preciso esperar vários minutos com o carro ligado antes de sair

    Nos veículos equipados com injeção eletrônica, a unidade de comando ajusta automaticamente a mistura ar-combustível logo após a partida. Por isso, não há necessidade de deixar o motor funcionando por vários minutos parado.

    Atualmente, os motores atingem a temperatura de trabalho mais rápido. Isto pode ser explicado, em parte, porque os motores diminuíram de tamanho, de peso, e agora contam com novos materiais proporcionando um aquecimento mais rápido.

    Outro ponto são as novas tecnologias, alguns sistemas permitem chegar mais rápido à temperatura ideal, assim como resfriar de forma mais eficiente, quando necessário.

    Então a recomendação técnica é iniciar a condução logo após a partida, mantendo uma condução suave até que o motor atinja sua temperatura ideal de trabalho.

    Verdade: Rodar frequentemente na reserva pode danificar a bomba de combustível

    A bomba elétrica de combustível utiliza o próprio combustível para auxiliar no resfriamento de seus componentes internos. Quando o nível do tanque permanece constantemente baixo, a temperatura de operação da bomba aumenta.

    Além disso, o combustível presente no fundo do tanque pode conter maior concentração de impurezas, contribuindo para a saturação do pré-filtro e comprometendo o desempenho do sistema.

    Verdade: A gasolina aditivada pode ajudar na limpeza do sistema

    Os combustíveis aditivados contêm detergentes e dispersantes que auxiliam na redução de depósitos em componentes como bicos injetores e válvulas de admissão.

    Embora não substituam a manutenção preventiva, podem contribuir para a preservação da eficiência do sistema de alimentação ao longo do tempo.

    Verdade: A troca de óleo deve seguir quilometragem ou prazo, o que ocorrer primeiro

    Um erro comum é considerar apenas a quilometragem percorrida. Mesmo com baixa utilização, o óleo sofre degradação química ao longo do tempo devido à oxidação e à absorção de contaminantes.

    Por isso, a recomendação do fabricante deve ser seguida rigorosamente. Se o manual indicar troca a cada 10 mil quilômetros ou 12 meses, o primeiro limite atingido determina a necessidade da substituição.

    Mito e Verdade: O ar-condicionado sempre aumenta muito o consumo

    O compressor do ar-condicionado exige potência do motor e pode elevar o consumo em condições urbanas. Porém, em velocidades mais elevadas, manter as janelas abertas aumenta a resistência aerodinâmica do veículo, o que também impacta o consumo de combustível.

    Em muitas situações de estrada, utilizar o ar-condicionado pode ser mais eficiente do que trafegar com os vidros abertos.

    O diagnóstico técnico continua sendo a melhor ferramenta

    Mais importante do que acreditar em mitos ou verdades é realizar um diagnóstico correto. Testes de pressão da bomba de combustível, avaliação do sistema de injeção, análise do lubrificante e inspeções periódicas são procedimentos fundamentais para garantir um reparo eficiente e confiável.

    Na oficina, informação técnica de qualidade faz toda a diferença para aumentar a produtividade, evitar retrabalhos e entregar mais segurança ao cliente.

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